Preço da TV paga no Brasil é baixo, diz empresa; para governo, é ‘alto’

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A TV paga brasileira é uma das mais caras do mundo, segundo a Ancine
(Foto: Reprodução)
 Dois novos estudos sobre os preços cobrados pelas operadoras de TV paga no Brasil trazem conclusões opostas:

1. Sob encomenda da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) comparou o preço de pacotes em 53 países. Concluiu que o preço da “televisão por assinatura no Brasil é baixo”, está “abaixo da média mundial”.

Cobrando “apenas” US$ 0,62 (R$ 1,26 pelo dólar comercial de ontem) por canal, o Brasil fica na 23º posição do ranking, praticando preços inferiores à Argentina (R$ 2,05), ao Peru (R$ 1,68) e ao Chile (R$ 1,58).

Para a Fipe, os resultados “lançam nova luz” sobre o crescimento superior a 30% por ano da TV paga na Brasil. “Esse aumento não foi fruto exclusivamente do aumento da renda da população, mas também do preço do serviço manter-se a níveis inferiores aos observados em um grande número de países”, diz o relatório.

2. A Ancine (Agência Nacional do Cinema) discorda. Um levantamento feito pela agência entre fevereiro e março mostra o preço médio do segundo pacote mais barato no Brasil é de R$ 2,26, bem acima da média de R$ 1,17 verificada no conjunto de Argentina (R$ 0,87), Portugal (R$ 0,87), Peru (R$ 1,11), Chile (R$ 1,31) e Espanha (1,71).

Para a Ancine, os preços por canal 93% superiores aos praticados nesses países explica a baixa penetração da TV paga no Brasil. E o crescimento do setor é fruto, sim, do aumento da renda da população.

A diferença de R$ 1 entre o preço médio do canal verificado pela Ancine e pela Fipe está na metodologia.

Primeiro, a Ancine pesquisou apenas seis países, contra 53 da Fipe, o que ajuda a dilatar o valor médio.

Segundo, a Ancine excluiu dos cálculos os canais abertos e obrigatórios, porque eles não cobram pelo direito de transmissão. Já a Fipe considerou todos os canais, porque os canais abertos e obrigatórios geram custos operacionais às operadoras e ocupam espaço que poderia ser de outros.

A Ancine pesquisou apenas o segundo pacote mais barato. A Fipe considerou o segundo mais barato e o mais básico de todos.

Por fim, a Ancine apenas converteu o preço dos pacotes dos diferentes países para a cotação do real em 28 de fevereiro de 2012.

Já a Fipe usou uma metodologia mais complexa, empregando uma taxa de paridade de poder de compra, “que é a medida mais próxima para comparar o efetivo custo de um produto na cesta de consumo entre países”

com informações do R7 
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