Fevereiro: Telefônica/VIVOTV prepara plano de retomada em TV Paga!

Companhia tem entre suas estratégias o uso do Xbox como set-top-box, combos e conteúdo nacional para fortalecer posição em entretenimento

A Telefônica/Vivo vem perdendo clientes em TV Paga. A operadora que em 2009 detinha 8,6% de participação, com 641 mil acessos, fechou o ano de 2012 com apenas 3,7% do mercado, com 595 mil acessos. A figura fica pior quando considerada a expansão do setor, que apenas neste ano experimentou crescimento 27% e totalizou 16,2 milhões de assinantes. Mas a operadora afirma que tem mês para começar a retomada: este. Com a solução de IPTV estável, é hora de ir ao mercado. Também em DTH a Telefônica quer estancar as perdas com ofertas combo, iniciadas no Natal, conforme explicou ao TeleSíntese, o diretor de negócios de TV e fibra da Telefônica, Roberto Piazza.

“Nosso objetivo é já nos primeiros meses do ano ter recuperação da planta de televisão, nossa plataforma de IPTV já está bastante estável, e vamos acelerar as vendas em fevereiro”, afirma Pizza. A companhia aposta no diferencial da tecnologia que utiliza a rede de fibra óptica e garante acesso banda larga de alta velocidade para ganhar o consumidor paulistano, enquanto avalia a expansão do serviço para outros municípios paulistas.

Para avançar neste mercado, a Telefônica/Vivo também pretende explorar o uso do console Xbox como set-top-box adicional na casa dos clientes, possível uma vez que utiliza a plataforma da Microsoft para IPTV, a Mediaroom. “Acabei de voltar de Madrid [a Telefônica tem sede na Espanha] onde vimos o produto final de definição da plataforma de IPTV com o xBox, uma coisa totalmente inovadora”, afirma o executivo. A operadora considera negociar com a empresa fundada por Bill Gates algumas ofertas casadas, conforme apurou este noticiário.

No caso da TV por satélite, a Telefônica pretende retomar sua participação de mercado por meio de ofertas combinadas com serviço de internet banda larga, telefonia fixa e, eventualmente, com telefonia móvel. “Antes trabalhávamos muito a oferta individual, neste natal já saímos com oferta combinada e agora vamos reforçá-la muito”.

O passo além
Mas, mais do que ser um player na prestação de serviço de telecomunicações, a Telefônica/Vivo está reforçando sua posição como empresa de entretenimento. Em dezembro, lançou o serviço de vídeo Over The Top (OTT), o Vivo Play, que acaba sair de sua fase de experimentação, e está disponível para os clientes do serviço de IPTV, embarcado nas TVs digitais da LG, Samsung, no console Xbox e acessível em smartphones e tablets.

Para se diferenciar neste segmento – em que tem como concorrentes o já bastante conhecido NetFlix, além de demais operadoras – a Telefônica quer comprar cada vez mais conteúdo nacional. “Acho bastante estratégico ter conteúdo nacional para massificarmos o produto em todas as classes”, avalia o diretor de TV e fibra. Segundo ele, a empresa busca tanto produção nacional quanto novos programadores nacionais para incrementar seu line-up, indicação de que a estratégia de aumentar participação de conteúdo nacional vai além do OTT.

O momento para isso é propício, com a implementação de cotas de conteúdo e canais nacionais e independentes por meio da nova lei de TV Paga do país (Lei do SeAC), o mercado audiovisual brasileiro voltado para TV está experimentando um incentivo estatal inédito, inclusive com um volume de recursos a serem investidos por meio do Fundo Setorial do Audiovisual, sem precedente.

Mas este ainda não é um mercado maduro, ainda há muita empresa nova se estruturando, especialmente no que diz respeito a programadoras nacionais, um processo que a Telefônica/Vivo se interessa em incentivar. Atualmente, a Globosat é a principal programadora nacional e até pouco tempo fazia parte do controle da NET Serviços, prestadora de TV a cabo e concorrente da Telefônica.

Sendo assim, para avançar neste sentido, a Telefônica/Vivo ainda terá um longo caminho, que passa por discutir modelos de negócio e precificação, tanto com produtoras quanto com programadoras. As programadoras nacionais têm reclamado do valor irrisório que as operadoras de Tv paga estariam oferecendo pelos canais, por exemplo. “Nosso objetivo é buscar programadores e produtores novos e ainda temos que trabalhar um pouco nisso. Para nós é interessante como forma de diferenciação. Para eles, podemos criar um mercado muito atrativo”, diz Piazza, demonstrando disposição.

Fonte: Telesintese.
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