História da TV: O Grupo MIX chega a Televisão Brasileira!

0618b-television_icon-265115133_stdDevido a grande mudança prestes a ocorrer no próximo mês entre os canais do Grupo MIX o TAD (TV A CABO E DIGITAL) resolveu criar mais um “Episódio Especial” sobre a História da TV PAGA/ABERTA na TV Brasileira, Confira mais essa matéria Exclusiva do TAD!

o Surgimento da MIX TV!

Logotipo da Mix TV usado desde 2013.

A MixTV nasceu como um canal de vendas em 2005, quando Luiz Galebe levou seu “Shop Tour” para um canal próprio, depois de 11 anos comprando espaços na então CBI. Começou a exibir uma faixa jovem no mesmo ano, pouco tempo depois de ser acusada de plágio pelo criador do “Shop Tour” – Galebe moveu ação na Justiça tentando impedir a veiculação do formato de vendas no canal 16, e chegou a conseguir uma liminar obrigando a emissora a suspender seu conteúdo e exibir, por alguns dias, uma mensagem informando os canais em que o “Shop Tour” era exibido.

A faixa jovem, composta basicamente por videoclipes, começou como um “teste da programação”, de acordo com Fernando Di Gênio Barbosa em reportagem do Estadão de 27/05/2005. Na época, a intenção já era tornar uma das emissoras controladas pelo grupo – além do canal 16, a família é dona do canal 14 – exclusiva para a programação jovem. O problema é que esse começo sempre deixou a identidade da “MixTV jovem” meio indefinida.

No começo as duas faixas de programação dividiam a mesma marca, ainda que as chamadas e vinhetas fossem bastante diferentes. Depois, quando a programação ligada à Rádio Mix já era transmitida em alguns horários nos canais 14 e 16, o canal de vendas tentou se diferenciar alterando seu logotipo, que começou a aparecer na tela com um efeito de profundidade.

Algum tempo depois, foi desenvolvida uma nova marca para a programação jovem/musical, que continuava a dividir o nome com o canal de varejo.

Clique para ampliar em uma nova aba ou janelaPrimeira marca compartilhada entre as duas faixas de programação e marca criada para diferenciar a “MixTV jovem”
Continuava confuso. Apesar da nova marca, a programação jovem/musical era exibida nos dois canais, assim como alguns programetes do canal de varejo. Para piorar, o segundo canal tinha – e tem – outro nome: RBI, que nunca é usado.

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Marca da RBI – Rede Brasileira de Integração, só vista no site
A primeira tentativa de diferenciar os dois formatos também através dos nomes dos canais aconteceu no ano passado, quando a “MixTV varejo” passou ser, gradualmente, chamada de MixSP. Houve um maior distanciamento na identidade dos dois formatos, mas nada comparável à criação de uma nova marca.

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Evolução da marca da “MixTV varejo”, atual MegaTV
Apesar da MegaTV não trazer nenhuma novidade quando comparada à MixSP, ou mesmo do nome não dizer nada sobre o conteúdo do canal, a criação de uma nova marca acaba de vez com a “esquizofrenia” que existia na MixTV desde seus primeiros meses.

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Os dois formatos, que já dividiram a mesma marca, hoje só tem em comum a tipologia do “TV”.
A criação da MegaTV completa o investimento do grupo nos canais de varejo. O grupo lançou, há dois meses, o canal Multishop, direcionado ao “varejo premium” (classes A e B), sintonizado no canal 12 da TVA CABO (Atual VIVO TV CABO).

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Mix FM e MixTV (entretenimento), MegaTV e Multishop (varejo): as marcas organizam segmentos do Grupo Mix.Quem fica como “um peixe fora d’água” é a tal da RBI – Rede Brasileira de Integração, que mescla MixTV, MegaTV e TV Unip com um programa de entrevistas próprio e uma boa dose de televendas, igrejas e produções independentes. É bem provável que o canal, enfim, seja substituído pela MixTV, conforme planejava Fernando Di Gênio em 2005. E é bem provável que não faça a menor falta!

O INVESTIMENTO NA TV PAGA E O SURGIMENTO DO “SUPER MIX”

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A Proposta do Grupo MIX era Alcançar e ganhar o público na TV PAGA inicialmente exibindo programação de seus maiores canais abertos o MEGA TV e o MIX TV, porém o canal começou apenas com uma operadora a “SKY” e terminou fechando com a OiTV, Algar(CTBC), VIAMAX, Cabo Telecom,Grupo TV CABO, Life TV, ORM Cabo, são as únicas operadoras que exibem o sinal fechado do SUPER MIX.

O SuperMix é canal de televisão por assinatura brasileiro fundado em 30 de agosto de 2012. O canal entrou no ar devido a nova lei SeAC da TV paga imposta pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), que proíbe a vendas de produtos em um período maior que seis horas. Inicialmente, o canal tinha seis horas de programação da Mega TV e dezoito horas da programação da Mix TV, a época ele era uma extensão dos dois canais. Desde 7 de dezembro de 2012 o canal foi reformulado, deixando de exibir os infomerciais e transmitindo programas originais.

Diferentes Logotipos Utilizado pelo Canal Durante estes Dois Anos de Existência, terminado com o ultimo Logo da esquerda para Direita >>>

O Capítulo Final: “SUPER MIX” DEIXA TV PAGA SENDO SUBSTITUÍDO PELA MIX TV!

A partir de 3 de novembro de 2014, o canal será descontinuado e dará o lugar para o canal principal Mix TV, o sinal aberto da atual Mix TV será ocupado pelo canal RBI.

Matéria Exclusiva e Edição do TAD, com Informações do Midia Clipping, Wikipédia, e Portal Online.

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EXCLUSIVO TAD: O Crescimento Avançado da TV PAGA Hoje!

O Brasil encerrou 2013 com um total de 18,020 milhões de domicílios com TV por assinatura. Segundo projeção da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o serviço já chega a 28,4% das residências do país e está disponível para 57,7 milhões de telespectadores.

Mas a alta de 2013, de 11,3% sobre 2012, foi o menor crescimento em oito anos. Desde 2005 o mercado de TV por assinatura não desacelerava tanto. O resultado, no entanto, não assusta, até mesmo porque é bastante robusto. Nesses oito anos, o mercado saiu de um cenário de estagnação e se solidificou. Mais que quadruplicou o número de assinantes (foi de 4,2 milhões no final de 2004 para os 18 milhões de hoje). Nos últimos anos, o setor cresceu acima de 20% anuais em 2010 (30,7%), 2011 (30,5%) e 2012 (27%).

Um levantamento do jornalista Samuel Possebon, da Pay-TV News, mostra que o crescimento, contudo, está concentrado nas grandes operadoras.

A Net fechou 2013 com 6,06 milhões de assinantes de TV por assinatura. No acumulado do ano, conquistou 687 mil novos clientes e cresceu 12,7%.

A Sky encerrou o ano com 5,37 milhões de assinantes. Mas, como teve de desconectar no primeiro semestre 200 mil clientes que estavam inadimplentes, acumulou um crescimento anual de apenas 6,6%, com 332 mil novos usuários.

A Claro TV cresceu 15,3% no ano e tem agora 3,6 milhões de assinantes.

Quarta maior operadora, a OiTV vem perdendo assinantes nos últimos meses (foram 62 mil somente em dezembro). Concluiu 2013 com 829 mil usuários.

A GVT teve o maior crescimento proporcional (59%) e fechou o ano com 677 mil clientes.

A Vivo voltou a crescer, mas mesmo assim ficou no vermelho no ano passado: perdeu 8.000 assinantes, fechando com 594 mil. Segundo a Pay-TV, todas as demais empresas conquistaram apenas 2.000 novos assinantes.

SUPERANDO A TV ABERTA E BATENDO RECORDE DE AUDIÊNCIA!:

Nunca se viu tanta TV por assinatura como atualmente. Em março, o conjunto de canais pagos atingiu a maior audiência de toda a história. Marcaram 7,2 pontos na medição de TV paga, o que equivale a uma audiência média diária projetada de 4,2 milhões de telespectadores em todo o país. Assim, superou o recorde de setembro de 2006, quando atingiu 6,9 pontos graças à fuga do horário eleitoral na TV aberta.

Um ponto na TV paga equivale a cerca 184 mil domicílios ou 589 mil telespectadores, numa projeção para todo o país, que fechou março com 18,41 milhões de residências e quase 59 milhões de pessoas com acesso ao serviço. Esse dado não é oficial do Ibope, mas muitas programadoras o usam.

LOGOMARCA DA REDE GLOBO DE COMUNICAÇÃO

Outra informação que confirma o bom momento da TV fechada: o conjunto dos canais pagos já tem mais audiência, entre os assinantes de TV por assinatura, do que a Globo. Tradicionalmente, a Globo sempre teve mais ibope no cabo e no DTH do que todos os canais pagos juntos, mas essa realidade mudou em julho do ano passado.

Em fevereiro e março, no entanto, a diferença da audiência dos canais pagos para a Globo foi a maior da história. Até janeiro, os canais pagos venceram a Globo por diferença apertada, não superior a 0,42 ponto (em setembro de 2013). Em janeiro, a diferença foi de apenas 0,16 ponto. Em fevereiro, essa diferença saltou para 1,87 ponto. Em março, novo salto: 2,17 pontos. Os 7,2 pontos dos canais pagos foram 43% superiores aos 5,03 pontos da Globo.

Os dados refletem o crescimento da base de assinantes no país verificado nos últimos anos, embora o ritmo tenha caído da metade de 2012 para cá. Há outras duas explicações para a “explosão” em fevereiro e março: a queda de audiência da novela das nove da Globo e a reorganização do line-up de canais da Net.

De janeiro para março, no horário da novela das nove, a Globo perdeu 11 pontos na Grande São Paulo. Os dados da medição de TV aberta do Ibope indicam que metade desse público migrou para canais pagos e pequenas redes abertas.

A reorganização do line-up da Net, maior operadora do país, agrupou canais por gêneros de programação e foi concluída em janeiro na Grande São Paulo, principal mercado do país. Segundo a operadora, muitos assinantes estão vendo canais que antes desconheciam.

 

EXCLUSIVO TAD: Conheça a História da TV POR ASSINATURA NO BRASIL:

HISTORIA DA TV PAGA

No Brasil, a história começou por um motivo muito semelhante ao ocorrido nos Estados Unidos: a necessidade de se resolver um problema de recepção. Na década de 60, na região serrana carioca, o sinal das emissoras de televisão localizadas na cidade do Rio de Janeiro era deficiente. Instaladas no alto da serra, antenas, que funcionavam como uma espécie de headend, captavam os sinais e os transmitiam por uma rede de cabos coaxiais até as residências. As cidades de Petrópolis, Teresópolis e Friburgo passaram, então, a ser cobertas por este serviço e os usuários que o desejassem pagavam uma taxa mensal, a exemplo do que ocorre hoje com o moderno serviço de TV por assinatura.
mtv e cnn
Nos anos 80 surgiram no Brasil as primeiras transmissões efetivas de TV por assinatura, com as transmissões da CNN, com notícias 24 horas por dia, e da MTV, com videoclipes musicais. Funcionavam num processo normal de radiodifusão, transmitindo em UHF, com canal fechado e codificado. Tais serviços foram o embrião para a implantação do serviço de TV por assinatura, cuja regulamentação constava de decreto presidencial de fevereiro de 1988.

     

Em 13 de dezembro de 1989, com a portaria nº 250, do Ministério das Comunicações, o Governo introduziu a TV a cabo no País. O serviço disciplinava a distribuição de sinais por meios físicos, sem a necessidade de utilização do espectro radioelétrico para chegar aos usuários.

 

tva globosat
Em 1991, grandes grupos de comunicação ingressaram no setor, investindo em novas tecnologias. O pioneirismo coube às Organizações Globo, que criaram a Globosat com um serviço de TV paga via satélite, na Banda C, que exigia grandes antenas parabólicas para recepção dos sinais. O grupo Abril criou a TVA e outros grupos importantes, como a RBS e o Grupo Algar, ingressaram no mercado logo em seguida.
Mesmo assim, até meados da década passada, a TV por Assinatura no Brasil ainda era incipiente. O custo da mensalidade era elevado e a oferta dos serviços atingia número reduzido de cidades.

O novo tipo de TV podia ser considerado um privilégio. Em 1994, havia apenas 400 mil assinantes, mas em 2000 já se registravam 3,4 milhões, o que corresponde a um crescimento de 750% em seis anos. Em junho de 2001, o número de assinantes ultrapassou 3,5 milhões. Em termos de densidade, a TV por Assinatura no Brasil passou de 6,2 assinantes por 100 domicílios, em 1998, para 6,5 em 1999, até atingir 7,7% em 2000.

Até a promulgação da lei de TV a cabo em 6 de janeiro de 1995, após quase três anos de intensos debates no Congresso Nacional, as operadoras funcionavam com base na portaria ministerial 250. Com a nova lei, as permissões para a distribuição dos sinais por meios físicos foram transformadas em concessões e o governo decidiu que a outorga de novas licenças somente seriam concedidas, daí por diante, por meio de licitação. As licitações então abertas pelo Ministério das Comunicações só foram concluídas em 1998, pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Os vencedores iniciaram a implantação de suas bases operacionais em 1999, para entrar em operação efetivamente a partir de 2000. Com a promulgação da Lei Geral de Telecomunicações, em 1997, a Anatel assumiu a função de órgão regulador de todos os serviços de telecomunicações, inclusive de televisão por assinatura, e vem dando continuidade ao processo licitatório para expansão dos serviços.

(Fontes: Cablecenter.org, Abta.com.br)

historia da tv

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